O mundo da preparação para viagens de animais de estimação possui alguns mitos, alguns agentes que informam regras contraditórias (como Ministério da Agricultura, companhia aérea e consulado, por exemplo), e muita desinformação.

Uma das missões ao criarmos o site da DOC-DOG foi ter toda a informação de forma organizada e confiável. Como trabalhamos diretamente  com estas regras todos os dias, alguns mitos já caíram por terra há muito tempo.

Um destes mitos cai sobre as pessoas com viagem marcada para a Espanha. A Iberia ainda informa que a consularização do CZI no Consulado Espanhol é obrigatória. Não é verdade.

A consularização nunca foi obrigatória. Mas se você perguntar ao consulado, eles irão lhe dizer que sim. Muitas pessoas perdem o dia consularizando um documento, gastando tempo e dinheiro em um carimbo cuja necessidade é fictícia.

A União Europeia possui apenas uma legislação para todos os seus membros. Há exceções, como o Reino Unido, e a Suécia, mas estas exceções são explicitamente citadas nas regras. A Espanha não é citada como exceção, logo vale a mesma regra que para os demais países.

Há dois anos não consularizamos mais CZIs e nunca tivemos problemas. Alguns clientes preferem fazer a legalização no consulado, e após perder um dia todo para conseguir o tal carimbo do consulado, ao chegarem na Espanha encontram com fiscais que sequer sabem o que significa tal carimbo.

Este mito é alimentado tanto pela Iberia quanto pelo próprio consulado, e às vezes pelo Ministério da Agricultura brasileiro, que durante muito tempo também sustentou o mito de que a Itália exige que se reconheça a firma do veterinário oficial em cartório, outro absurdo.

Se você pretende viajar para a Espanha, pode pular a etapa do consulado tranquilamente. Nunca irão lhe mandar de volta se você cumprir todas as regras da Europa, e a consularização não é uma delas. Se precisar de ajuda para ter certeza de que todos os detalhes estão sendo cumpridos, peça ajuda profissional e contrate nossos serviços.

Todas as companhias aéreas possuem suas regras quanto à viagem de animais de estimação na cabine. Algumas não permitem em hipótese alguma, outras permitem apenas para animais muito pequenos. Mas em um ponto todas elas concordam: cães de serviço podem viajar na cabine, independente do tamanho.

Cães de assistência são cães treinados para auxiliar pessoas com deficiência visual ou auditiva. Existem dois tipos de cães de assistência:

  • O Cão-Guia (guide dog) auxilia na locomoção de pessoas cegas, ou com deficiência visual.
  • O Cão-Ouvinte (hearing dog ou signal dog) auxilia na sinalização de sons para pessoas surdas ou com deficiência auditiva
  • Cães de serviço são cães treinados para outros tipos de auxílio que não a deficientes visuais ou auditivos

Conheça exemplos de cães de serviço:

  • Cães de socorro médico (medical response dogs) alertam diabéticos quando o nível de glicose no sangue está muito alto ou muito baixo, além de chamar ajuda, trazer o telefone ou medicamentos ao doente
  • Cães assistentes à mobilidade (mobility assistance dogs) são treinados a ajudar deficientes físicos a se locomover, pegando objetos, abrindo portas, acendendo luzes e ajudando pessoas com mal de parkinson a andarem
  • Cães de auxílio psiquiátrico (psychiatric service sogs) servem para auxiliar pessoas com problemas psiquiátricos, como stress pós-traumático, esquizofrenia ou síndrome do pânico.
  • Cães de socorro a convulsões (seizure response dogs) procuram ajuda de outra pessoa, ou sinalizando a partir de um dispositivo eletrônico, tirando objetos perigosos de perto do dono, bloqueando a passagem em caso de áreas perigosas, reanimando o dono após a convulsão, entre outras coisas.
  • Cães de serviço a austistas (autism service dogs) ajudam a controlar comportamentos indevidos e/ou perigosos

Como provar que seu cachorro prestes a viajar de avião é um cão de assistência

Nos Estados Unidos, os cães de serviço podem ser cadastrados em suas devidas associações e seus donos possuem uma carteirinha comprovando que seu pet é um cão de assistência. No Brasil isso não existe, o que confunde algumas pessoas, empresas e até autoridades.

Em geral, todas as companhias aéreas deixarão que ele voe com você, necessitando apenas de uma declaração de algum profissional responsável comprovando sua deficiência. Portanto, caso seja um deficiente visual, pedirão uma declaração do oftalmologista, caso o passageiro seja uma pessoa com síndrome do pânico, é necessária uma declaração do psiquiatra, e por aí vai.

Outro aspecto importante é o uniforme de seu cão quando ele está em serviço. Animais sem nenhuma identificação de que estão em serviço, geralmente não são aceitos. Nós podemos providenciar um colete de serviço

O cão deve ser mesmo de assistência. Animais que não foram treinados, poderão fazer uma bagunça dentro do avião, e poderão ser expulsos da aeronave (junto com o dono) antes mesmo de decolar. Portanto, é importante que seu cão seja realmente um cão de assistência ou serviço.

Mais dúvidas?

Nós podemos lhe ajudarar a viajar com seu cão, seja ele de serviço ou não. Entre em contato com nossa equipe!

A resposta é: depende da idade,  da companhia aérea e do destino.

Voos nacionais

Em voos nacionais, não deveria haver restrições, entretanto todas as cias aéreas exigem que pelo menos um mês antes de viajar, o animal tenha sido vacinado contra a raiva, o que limita portanto a idade mínima para 4 meses, já que a primeira vacina só pode ser dada quando o filhote completa 3 meses de vida.

Voos internacionais

Quando o assunto é viagem internacional, depende novamente das restrições do país de destino. Para os países que não possuem restrições de tempo ou quarentena, como é o caso dos Estados Unidos e da América Latina em geral, vale a mesma regra dos voos nacionais, ou seja,  no mínimo quatro meses de idade, pois deve-se vacinar contra a raiva aos 3 meses de idade e esperar mais 30 dias para poder voar.

No caso da Europa, os animais podem viajar apenas com a idade mínima de 7 meses, já que devemos realizar a seguinte sequencia:

  • Aos 3 meses o pet deve tomar a primeira dose da vacina anti-rábica
  • Somente um mês depois, poderemos coletar o sangue para realizar o teste de titulação dos anticorpos da raiva
  • Somente 3 meses após o teste ele poderá viajar

Portanto, ao final destes procedimentos o filhote já terá 7 meses de idade, no mínimo.

Para outros países que exigem quarentena, como é o caso do Reino Unido, Irlanda, Suécia, Malta e alguns outros, o animal poderá viajar com 4 meses de idade. Mas será que é realmente a melhor coisa a fazer deixar ele longe de você por mais 6 meses nesta idade tão pequena? Ele passará mais tempo longe do que passou com você a vida toda dele. Vale a pena considerar, pois cada caso é um caso.

Resumindo: veja qual sua situação e planeje melhor a viagem do seu/sua amigo(a). Se precisar de ajuda, entre em contato conosco.

Cada país tem suas regras para a entrada de animais de estimação, e o Reino Unido é um dos países mais complicados para animais provenientes do Brasil.

Por serem uma ilha, a Inglaterra conseguiu durante muito tempo ficar livre de certas zoonoses que assolaram o mundo, e a raiva é uma delas. Portanto, as autoridades britânicas tomam muito cuidado para que nenhum caso de raiva cruze suas fronteiras. Para tanto, impõem uma legislação muito severa.

As regras variam de acordo com o país do qual o animal de estimação é proveniente. Eles dividem o mundo em países membros da União Europeia, países não-membros da União Europeia listados e países não-listados.

1. Países membros da União Europeia

A União Europeia possui hoje 27 países membros, entre eles o Reino Unido. Entretanto, as regras de entrada para toda a União Europeia não são as mesmas para o Reino Unido.

Para entrar em qualquer dos países do Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia) ou na Irlanda, o pet que mora em qualquer país da União Europeia precisa realizar um teste de titulação dos anticorpos da raiva e aguardar 6 meses para poder entrar no país, entre outros detalhes.

Os países membros da União Europeia são: lemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Checa e Romênia.

2. Países não-membros da União Europeia que estão listados

Existe uma lista de países que não são membros da União Europeia mas possuem um status de país livre da raiva. Portanto, com apenas alguns detalhes diferentes, as mesmas regras que valem para os membros da UE valem também para estes países listados.

Quem mora nestes países (os chamados países listados, por estarem presentes nesta lista) pode fazer o teste de titulação dos anticorpos da raiva num laboratório autorizado pela UE, aguardar 6 meses em sua residência, e depois viajar para a a Grã-Bretanha.

Esta lista compreende os seguintes países: Antigua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Aruba, Argentina, Bahamas, Bermuda, Ilhas Virgens Britânicas, Brunei, Canadá, Ilhas Cayman, Chile, Chipre, Croácia, Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Groelândia, Guam, Hong Kong, Ilhas Malvinas, Ilhas Maurício, Ilhas Virgens Americanas, Jamaica, Kuwait, Macau, Qatar, Reunion, Sabah, Sarawak, Seychelles, St Kitts e Nevis, St Lucia, St Vincent Grenadin, Suíça, Trinidad e Tobago, Taiwan, Uruguai, Wallis e Futuna.

3. Países não listados

Os países não listados são todos os outros que não se encaixam em nenhuma das listas acima. O Brasil é um deles. Os países não listados são são considerados livres da raiva. O Brasil infelizmente ainda possui casos de raiva em seu território, especialmente em áreas rurais, transmitidas principalmente por morcegos.

No caso de países não listados, seu cachorrinho ou gatinho deve passar pela chamada Quarantine, que dura 180 dias (6 meses) e deve ser cumprida numa quarantine station em Londres. Você pode visitá-lo durante estes 6 meses, mas não poderá levá-lo para casa.

Se você acha este tipo de procedimento absurdo, não está sozinho. É um tempo muito grande para um membro da família se manter afastado e “encarceirado”, mas infelizmente as autoridades inglesas parecem não ligar muito pra isso, já que a quarentena estava prevista para terminar em 2008, mas foi extendida até no mínimo 2013.

E agora, o que fazer?

Se você pretende apenas viajar com seu animal para o Reino Unido para passar apenas um pequeno período por lá, então o melhor a fazer é repensar sua viagem e pensar seriamente em deixá-lo no Brasil enquanto você viaja.

Mas e se você estiver de mudança? Vale a pena passar por todo esse sofrimento de ambos os lados (animal e seu dono)? Nós também achamos que não. Então se este é o seu caso, entre em contato e ficaremos felizes em oferecer nossa solução. E o melhor, você acaba gastando menos do que se fosse deixá-lo na quarentena.

Leia também: Regras do Reino Unido e Irlanda no nosso site e as regras no site da DEFRA (autoridade britânica).

Felizmente, há muita gente boa no mundo. Infelizmente, algumas pessoas tentam tirar vantagem de outras bem intencionadas.

Este é o caso do golpe que de certa forma tem a ver com o que fazemos. Vários clientes nos ligam semanalmente pedindo ajuda, alguns desconfiando e outros não.

Como funciona

Geralmente, o golpista faz um anúncio de doação de filhotes de raça em um site de classificados, e deixa um e-mail para contato. Quando a pessoa interessada lhes envia um e-mail, eles respondem que os animais para adoção estão na Europa, e que é necessário pagar uma taxa de €60 (ou mais) para custear a diferença das despesas aéreas.

O e-mail na maioria das vezes é em português, traduzido precariamente por algum tradutor online, e nota-se uma tentativa de chantagem emocional e de urgência, pedindo para que deposite logo o dinheiro com o risco de perder os a vez na fila de adoção.

Eles pedem que o pagamento seja feito através da Western Union para um indivíduo com endereço na África. E é claro, depois que você faz este pagamento, ninguém mais lhe envia nenhum e-mail, muito menos filhotinhos.

Como identificar um golpista

Viagem internacional de animais não é barato. Ninguém pagaria 90% do frete apenas para doar dois filhotinhos. Filhotinhos de raça são facilmente doados no local onde estão.

Verifique  o e-mail. A maioria das empresas sérias utiliza domínio próprio. Se o e-mail é @hotmail, @gmail, @yahoo, ou ainda algum outro provedor africano, indiano ou asiático, deve-se no mínimo desconfiar.

Forma de pagamento. Nenhuma empresa séria diz estar num país e pede para que um pagamento seja realizado em nome de pessoa física de outro continente. Este tipo de conduta é, no mínimo, muito suspeito. E você deveria desconfiar.

Membro IPATA? Verifique se a empresa que está cuidando da viagem é membro da IPATA ou de outra associação internacional de transporte de animais. Nós somos membros, e podemos facilmente verificar e reconhecer um não-membro ou golpista facilmente. Além disso, a IPATA possui uma lista de nomes, sites e e-mails de pet scammers.

Denuncie. Após ter identificado um golpista, por favor denuncie a algum órgão internacional. A IPATA está acompanhando de perto este tipo de denúncia, enviando todos os dados colhidos a agentes do FBI, para que no longo prazo este tipo de golpe seja evitado. Se você acha que está sendo vítima deste tipo de fraude, por favor nos envie um e-mail (contato@doc-dog.com) e nós encaminharemos para as autoridades pertinentes.

Mas sempre surgem novos golpes, então no final das contas depende somente de você. A dica é buscar informações sólidas, ficar alerta e usar o bom senso.

E há muitos animais abandonados precisando de um lar na sua cidade, que tal pensar no assunto em vez de procurar um do outro lado do mundo?

O que é o CZI

Para viajar com seu animal de estimação para qualquer país do mundo, é necessário um CZI. Todos eles exigem, sem exceção, e você já deve ter ouvido falar nele. Mas afinal, para que serve o famoso CZI?

Quem emite o CZI?

No Brasil, o orgão respondável pela fiscalização de entrada e saída de animais é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (mais conhecido somente como Ministério da Agricultura). Dentro deste Ministério, existe um departamento chamado VIGIAGRO (Vigilância Agropecuária). É o VIGIAGRO que realiza a emissão do CZI.

Para que serve o CZI?

O CZI (Certificado Zoossanitário Internacional) é o documento emitido pela autoridade sanitária do Brasil (VIGIAGRO), e portanto aceito em todos os países como sendo um documento oficial. A maioria dos países civilizados do mundo possuem um ministério, departamento ou equivalente que se encarrega de manter o países livre de zoonoses (doenças animais) externas.

O mundo hoje não vê fronteiras para a propagação de virus humanos. Há pessoas viajando de toda parte para toda parte, e temos pródigos exemplos deste fenômeno com as epidemias globais, como a AIDS e, para citar um caso mais recente, a gripe A que viajou rapidamente para o mundo todo. Já o deslocamento de animais é mais passível de controle. Sendo assim, cada país tenta se proteger como pode, impondo leis que regulam a entrada de animais de lugares que possuam risco de contaminção.

Portanto, o CZI funciona como um tipo de atestado ou declaração oficial do governo brasileiro, garantindo que o animal que está viajando cumpriu todas as exigências de entrada daquele país. Por isso é tão importante o CZI (Certificado Zoossanitário Internacional).

Como fazer a emissão do CZI?

Como cada país (ou grupo de países) possui regras diferentes para a entrada de animais de estimação, no momento da emissão do CZI, o médico veterinário oficial do Ministério da Agricultura irá checar se todas as etapas de preparação foram cumpridas. Qualquer detalhe que não estiver dentro do que é exigido não é perdoado. Com anos de experiência em emissão de CZI, ainda encontramos infelizmente pessoas chorando na sala de atendimento do VIGIAGRO porque vão perder o voo se não conseguirem emitir o CZI e mesmo assim os veterinários não abrem exceção, e qualquer detalhe vira um grande problema.

O CZI pode ser emitido em qualquer posto do VIGIAGRO. Existe um em cada aeroporto internacional do Brasil. O telefone do VIGIAGRO do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) é o (11) 2445-5956. Funciona apenas das 9h às 12h e das 14h às 17h em dias úteis.

Como a DOC-DOG pode lhe ajudar

Nós realizamos toda a documentação para que você não precise ter nenhuma preocupação. Cuidamos de todo o processo desde o início, incluindo visitas veterinárias em domicílio e entrega da documentação toda também em domicílio. Veja como podemos lhe ajudar ou entre em contato conosco pelo formulário ou pelo telefone, teremos prazer em lhe explicar tudo e ajudar não só na emissão do CZI mas em toda a preparação da viagem.

A DOC-DOG quer sempre estar mais perto de você. Por isso decidimos iniciar este blog. Com ele nós podemos postar atualizações sobre as mudanças nas regras, fatos importantes, cuidados para viagens e curiosidades sobre viagens pet.

Nossa missão com este blog é cada vez mais criar conteúdo de qualidade para que você possa estar melhor informado sobre o mundo da viagem de animais de estimação.

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Equipe DOC-DOG