Assista ao video-depoimento de Julinha, a gatinha de Daiane, contando como foi a viagem.
” (…) Mimi, a gata de rua mais cara do mundo, havia chegado à Paris. Sã e salva. Com passaporte carimbado. Mas fez pipi na caixa. (…)”
“Tudo transcorreu perfeitamente, conforme orientado por vocês. Ele se comportou super bem, desde o embarque em São Paulo e durante todo o roteiro. (…)”
Quando você viaja com seu animal de estimação, o levando como bagagem viva acompanhada, seja na cabine ou no compartimento de carga do avião, é necessario que faça o check-in com seu pet. Mas primeiro vamos ao que acontece antes do check-in.
Reservando o lugar do seu pet no voo
Para viajar com seu cão ou gato no mesmo voo que você, é importante entrar em contato com a companhia aérea com a maior antecedência possível. Entrando em contato com o setor de reservas da cia aérea você poderá fazer a inclusão de seu pet na sua reserva. Eles pedirão o peso do pet já contando com o peso da caixa de transporte, e das medidas da caixa de transporte.
Após o pedido de reserva, a companhia aérea verifica se é possível que o animal viaje, e caso positivo confirma a reserva. Alguns motivos de não confirmação da reserva podem ser:
- o limite de animais na aeronave já foi alcançado
- a aeronave não é apropriada para viagem com animais
- a caixa de transporte é muito grande para ir na cabine
- etc
Algumas companhias possuem algumas diferenças com relação a reservas os pets. A AirFrance, por exemplo, não permite que você reserve o lugar do seu peludo diretamente caso a passagem tenha sido emitida por agência de viagem. Eles pedem que o agente de viagem de reservou seu lugar faça esta reserva, e na maioria das vezes eles não sabem como fazer, o que pode dificultar um pouco.
A TAM é o exemplo do que uma companhia aérea não deve fazer. Não é de hoje que não recomendamos a TAM para viajar com animais. O que ocorre é que mesmo fazendo a reserva do seu amigo de quatro patas com meses de antecedência, eles só emitem a confirmação 12 horas antes da viagem. Isso é muito inconveniente, e dá muito pouca flexibilidade caso ocorra algum problema.
Fazendo o check-in no dia da viagem
Em embarques internacionais, as companhias aéreas pedem a seus passageiros que estejam no aeroporto para fazer o check-in pelo menos duas horas antes do embarque. Quando viajando com pets, o ideal é chegar ainda mais cedo, três horas antes.
O procedimento do check-in é bem simples. A seguir, o que acontece é o seguinte:
- o atendente verifica no sistema que o animal está marcado na reserva
- em seguida, o atendente pedirá os documentos necessários para a viagem do animal. Na maioria das vezes eles nem sabem do que se trata, é apenas para saber se você tem os documentos ou se nem sabe do que se trata
- o animal é pesado na balança
- o atendente chama outro funcionário da companhia aérea para buscá-lo e levá-lo até o avião (seu pet não irá pela esteira como muita gente acha)
O check-in é feito cedo para que caso haja algum problema seja possível solucioná-lo. Entretanto, o que geralmente acontece é que após o check-in eles permitem que você fique com seu animal até pouco antes do seu embarque. Eles fazem isso para minimizar o tempo de separação, e também porque não teria sentido levar o animal para que ele fique agurdando duas horas a mais em uma sala sem fazer nada.
Após entregar o seu bichano ou o seu cachorro ao funcionário e assistí-lo ir embora, não há mais nenhum contato até chegar ao destino (ao menos que haja uma conexão em que seja necessário refazer o check-in por outra companhia, neste caso vocês se verão lá novamente).
E é basicamente este o processo de check-in com seu pet. Se tiver mais dúvidas ou precisar de ajuda, não deixe de entrar em contato.
No dia 29 de março de 2010, o presidente Lula assinou o decreto nº 7140, que institui a criação do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, ou simplesmente Passaporte Pet. Esta notícia é muito boa para quem pretende viajar com seu pet ao exterior, veja por quê. Mas o que muda com o novo passaporte?
O passaporte pet reunirá num só documento dados que antes ficavam em papéis separados. Ele será um consolidador de informações sobre o pet, e isso é muito bom. O documento irá substituir a carteira de vacinação, o teste de titulação dos anticorpos da raiva, o certificado de implantação de microchip e o CZI (Certificado Zoossanitário Internacional) de uma só vez.
Além disso, atualmente o CZI é emitido quando o pet sai do país, mas não é válido para a volta. Com o passaporte pet, não é mais necessário emitir outro documento na data de volta, economizando tempo e dinheiro de quem viaja com seus pets.
A primeira iniciativa de um passaporte para animais de estimação ocorreu na Europa. Com a criação do Euro Pet Passport, os peludos podem viajar entre países membros da União Europeia sem qualquer burocracia (com algumas exceções). O documento é um sucesso e hoje em dia é emitido pelos veterinários cadastrados. No Brasil, a diferença é que o documento será emitido diretamente pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
O Brasil aceitará como certificado de origem, outros passaportes pet emitidos por países que também aceitem o passaporte pet brasileiro. Se a Europa aceitar o passaporte brasileiro como certificado de origem, será de grande simplificação no processo tanto de ida quanto na vinda.
Nada muda com relação às regras dos países. Para viajar é preciso cumprir todas as exigências da mesma forma.
Embora o decreto já tenha sido emitido, até o momento de publicação deste post o Ministério da Agricultura ainda não está confeccionando o Passaporte Pet, já que ainda estão aguardando a instrução normativa com todos os detalhes de como será o passaporte.
Nós, da DOC-DOG, ficamos felizes que o Brasil deu um passo para simplificar a burocracia para quem quer viajar com seus pets para o exterior. Que este exemplo seja seguido para que nós possamos pensar cada vez menos na burocracia e cada vez mais no bem estar de nossos amigos viajantes.
Estamos à sua disposição para sanar qualquer dúvida por telefone. E fique à vontade para tirar dúvidas sobre nossos serviços de preparação da viagem do seu pet.
“Na ida de Guarulhos para o Porto o curioso é que o pessoal da TAP, aqui em Guarulhos, conferiu toda a documentação, preencheu papéis e mais papéis, e tudo correu direitinho. (…)”
O mundo da preparação para viagens de animais de estimação possui alguns mitos, alguns agentes que informam regras contraditórias (como Ministério da Agricultura, companhia aérea e consulado, por exemplo), e muita desinformação.
Uma das missões ao criarmos o site da DOC-DOG foi ter toda a informação de forma organizada e confiável. Como trabalhamos diretamente com estas regras todos os dias, alguns mitos já caíram por terra há muito tempo.
Um destes mitos cai sobre as pessoas com viagem marcada para a Espanha. A Iberia ainda informa que a consularização do CZI no Consulado Espanhol é obrigatória. Não é verdade.
A consularização nunca foi obrigatória. Mas se você perguntar ao consulado, eles irão lhe dizer que sim. Muitas pessoas perdem o dia consularizando um documento, gastando tempo e dinheiro em um carimbo cuja necessidade é fictícia.
A União Europeia possui apenas uma legislação para todos os seus membros. Há exceções, como o Reino Unido, e a Suécia, mas estas exceções são explicitamente citadas nas regras. A Espanha não é citada como exceção, logo vale a mesma regra que para os demais países.
Há dois anos não consularizamos mais CZIs e nunca tivemos problemas. Alguns clientes preferem fazer a legalização no consulado, e após perder um dia todo para conseguir o tal carimbo do consulado, ao chegarem na Espanha encontram com fiscais que sequer sabem o que significa tal carimbo.
Este mito é alimentado tanto pela Iberia quanto pelo próprio consulado, e às vezes pelo Ministério da Agricultura brasileiro, que durante muito tempo também sustentou o mito de que a Itália exige que se reconheça a firma do veterinário oficial em cartório, outro absurdo.
Se você pretende viajar para a Espanha, pode pular a etapa do consulado tranquilamente. Nunca irão lhe mandar de volta se você cumprir todas as regras da Europa, e a consularização não é uma delas. Se precisar de ajuda para ter certeza de que todos os detalhes estão sendo cumpridos, peça ajuda profissional e contrate nossos serviços.
Todas as companhias aéreas possuem suas regras quanto à viagem de animais de estimação na cabine. Algumas não permitem em hipótese alguma, outras permitem apenas para animais muito pequenos. Mas em um ponto todas elas concordam: cães de serviço podem viajar na cabine, independente do tamanho.
Cães de assistência são cães treinados para auxiliar pessoas com deficiência visual ou auditiva. Existem dois tipos de cães de assistência:
- O Cão-Guia (guide dog) auxilia na locomoção de pessoas cegas, ou com deficiência visual.
- O Cão-Ouvinte (hearing dog ou signal dog) auxilia na sinalização de sons para pessoas surdas ou com deficiência auditiva
- Cães de serviço são cães treinados para outros tipos de auxílio que não a deficientes visuais ou auditivos
Conheça exemplos de cães de serviço:
- Cães de socorro médico (medical response dogs) alertam diabéticos quando o nível de glicose no sangue está muito alto ou muito baixo, além de chamar ajuda, trazer o telefone ou medicamentos ao doente
- Cães assistentes à mobilidade (mobility assistance dogs) são treinados a ajudar deficientes físicos a se locomover, pegando objetos, abrindo portas, acendendo luzes e ajudando pessoas com mal de parkinson a andarem
- Cães de auxílio psiquiátrico (psychiatric service sogs) servem para auxiliar pessoas com problemas psiquiátricos, como stress pós-traumático, esquizofrenia ou síndrome do pânico.
- Cães de socorro a convulsões (seizure response dogs) procuram ajuda de outra pessoa, ou sinalizando a partir de um dispositivo eletrônico, tirando objetos perigosos de perto do dono, bloqueando a passagem em caso de áreas perigosas, reanimando o dono após a convulsão, entre outras coisas.
- Cães de serviço a austistas (autism service dogs) ajudam a controlar comportamentos indevidos e/ou perigosos
Como provar que seu cachorro prestes a viajar de avião é um cão de assistência
Nos Estados Unidos, os cães de serviço podem ser cadastrados em suas devidas associações e seus donos possuem uma carteirinha comprovando que seu pet é um cão de assistência. No Brasil isso não existe, o que confunde algumas pessoas, empresas e até autoridades.
Em geral, todas as companhias aéreas deixarão que ele voe com você, necessitando apenas de uma declaração de algum profissional responsável comprovando sua deficiência. Portanto, caso seja um deficiente visual, pedirão uma declaração do oftalmologista, caso o passageiro seja uma pessoa com síndrome do pânico, é necessária uma declaração do psiquiatra, e por aí vai.
Outro aspecto importante é o uniforme de seu cão quando ele está em serviço. Animais sem nenhuma identificação de que estão em serviço, geralmente não são aceitos. Nós podemos providenciar um colete de serviço
O cão deve ser mesmo de assistência. Animais que não foram treinados, poderão fazer uma bagunça dentro do avião, e poderão ser expulsos da aeronave (junto com o dono) antes mesmo de decolar. Portanto, é importante que seu cão seja realmente um cão de assistência ou serviço.
Mais dúvidas?
Nós podemos lhe ajudarar a viajar com seu cão, seja ele de serviço ou não. Entre em contato com nossa equipe!
A resposta é: depende da idade, da companhia aérea e do destino.
Voos nacionais
Em voos nacionais, não deveria haver restrições, entretanto todas as cias aéreas exigem que pelo menos um mês antes de viajar, o animal tenha sido vacinado contra a raiva, o que limita portanto a idade mínima para 4 meses, já que a primeira vacina só pode ser dada quando o filhote completa 3 meses de vida.
Voos internacionais
Quando o assunto é viagem internacional, depende novamente das restrições do país de destino. Para os países que não possuem restrições de tempo ou quarentena, como é o caso dos Estados Unidos e da América Latina em geral, vale a mesma regra dos voos nacionais, ou seja, no mínimo quatro meses de idade, pois deve-se vacinar contra a raiva aos 3 meses de idade e esperar mais 30 dias para poder voar.
No caso da Europa, os animais podem viajar apenas com a idade mínima de 7 meses, já que devemos realizar a seguinte sequencia:
- Aos 3 meses o pet deve tomar a primeira dose da vacina anti-rábica
- Somente um mês depois, poderemos coletar o sangue para realizar o teste de titulação dos anticorpos da raiva
- Somente 3 meses após o teste ele poderá viajar
Portanto, ao final destes procedimentos o filhote já terá 7 meses de idade, no mínimo.
Para outros países que exigem quarentena, como é o caso do Reino Unido, Irlanda, Suécia, Malta e alguns outros, o animal poderá viajar com 4 meses de idade. Mas será que é realmente a melhor coisa a fazer deixar ele longe de você por mais 6 meses nesta idade tão pequena? Ele passará mais tempo longe do que passou com você a vida toda dele. Vale a pena considerar, pois cada caso é um caso.
Resumindo: veja qual sua situação e planeje melhor a viagem do seu/sua amigo(a). Se precisar de ajuda, entre em contato conosco.
Cada país tem suas regras para a entrada de animais de estimação, e o Reino Unido é um dos países mais complicados para animais provenientes do Brasil.
Por serem uma ilha, a Inglaterra conseguiu durante muito tempo ficar livre de certas zoonoses que assolaram o mundo, e a raiva é uma delas. Portanto, as autoridades britânicas tomam muito cuidado para que nenhum caso de raiva cruze suas fronteiras. Para tanto, impõem uma legislação muito severa.
As regras variam de acordo com o país do qual o animal de estimação é proveniente. Eles dividem o mundo em países membros da União Europeia, países não-membros da União Europeia listados e países não-listados.
1. Países membros da União Europeia
A União Europeia possui hoje 27 países membros, entre eles o Reino Unido. Entretanto, as regras de entrada para toda a União Europeia não são as mesmas para o Reino Unido.
Para entrar em qualquer dos países do Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia) ou na Irlanda, o pet que mora em qualquer país da União Europeia precisa realizar um teste de titulação dos anticorpos da raiva e aguardar 6 meses para poder entrar no país, entre outros detalhes.
Os países membros da União Europeia são: lemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Checa e Romênia.
2. Países não-membros da União Europeia que estão listados
Existe uma lista de países que não são membros da União Europeia mas possuem um status de país livre da raiva. Portanto, com apenas alguns detalhes diferentes, as mesmas regras que valem para os membros da UE valem também para estes países listados.
Quem mora nestes países (os chamados países listados, por estarem presentes nesta lista) pode fazer o teste de titulação dos anticorpos da raiva num laboratório autorizado pela UE, aguardar 6 meses em sua residência, e depois viajar para a a Grã-Bretanha.
Esta lista compreende os seguintes países: Antigua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Aruba, Argentina, Bahamas, Bermuda, Ilhas Virgens Britânicas, Brunei, Canadá, Ilhas Cayman, Chile, Chipre, Croácia, Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Groelândia, Guam, Hong Kong, Ilhas Malvinas, Ilhas Maurício, Ilhas Virgens Americanas, Jamaica, Kuwait, Macau, Qatar, Reunion, Sabah, Sarawak, Seychelles, St Kitts e Nevis, St Lucia, St Vincent Grenadin, Suíça, Trinidad e Tobago, Taiwan, Uruguai, Wallis e Futuna.
3. Países não listados
Os países não listados são todos os outros que não se encaixam em nenhuma das listas acima. O Brasil é um deles. Os países não listados são são considerados livres da raiva. O Brasil infelizmente ainda possui casos de raiva em seu território, especialmente em áreas rurais, transmitidas principalmente por morcegos.
No caso de países não listados, seu cachorrinho ou gatinho deve passar pela chamada Quarantine, que dura 180 dias (6 meses) e deve ser cumprida numa quarantine station em Londres. Você pode visitá-lo durante estes 6 meses, mas não poderá levá-lo para casa.
Se você acha este tipo de procedimento absurdo, não está sozinho. É um tempo muito grande para um membro da família se manter afastado e “encarceirado”, mas infelizmente as autoridades inglesas parecem não ligar muito pra isso, já que a quarentena estava prevista para terminar em 2008, mas foi extendida até no mínimo 2013.
E agora, o que fazer?
Se você pretende apenas viajar com seu animal para o Reino Unido para passar apenas um pequeno período por lá, então o melhor a fazer é repensar sua viagem e pensar seriamente em deixá-lo no Brasil enquanto você viaja.
Mas e se você estiver de mudança? Vale a pena passar por todo esse sofrimento de ambos os lados (animal e seu dono)? Nós também achamos que não. Então se este é o seu caso, entre em contato e ficaremos felizes em oferecer nossa solução. E o melhor, você acaba gastando menos do que se fosse deixá-lo na quarentena.
Leia também: Regras do Reino Unido e Irlanda no nosso site e as regras no site da DEFRA (autoridade britânica).
