Nome: Oliver
Pet: Cão (Laiza)
Origem: Armênia
Destino: Brasil

Pergunta:

Eu realizei um exame com vocês no ano passado, da titulação de anti-corpos da raiva. Gostaria de saber se é necessário realizar novamente outro exame para a viagem de retorno, ou se aquele será válido, pois a vacina anti-rábica dela tem o vencimento só em julho.
Resposta:

Este exame é válido para a vida toda da Laiza, desde que as vacinações anti-rábicas sejam mantidas corretamente.

Não há necessidade de refazer o exame, entretanto é necessário emitir o CZI (Certificado Zoossanitário Internacional).

Quem tem pets como membros da família e gosta de viajar sabe bem: a depender da distância e do tamanho do animal, este pode ser um processo penoso e estressante. Existe uma série de exigências burocráticas (e nós da Doc-Dog temos o prazer de prestar auxílio neste aspecto), além de nossos amigos comumente precisarem viajar no compartimento de cargas.

Mas no futuro, parte disso pode ganhar uma cara bem melhor, e este progresso já teve início. O exemplo é a Pet Airways, companhia aérea americana especializada no transporte de pets. Com esse pessoal, nossos cães, gatos e outros pets viajam na cabine principal da aeronave, que é devidamente adaptada para acomodar suas caixas de transporte. Além disso, os voos se dão em menores altitudes e menores velocidades, o que contribui para que a viagem gere o menor impacto possível nos bichinhos.

Este tipo de serviço, por enquanto, só acontece entre algumas cidades dos Estados Unidos. Mas viagens com pets são uma atividade em pleno crescimento, e não será surpreendente se, num futuro não muito distante, tivermos algo parecido funcionando em outros países.

Nome: Oliver
Pet: Cão
Origem: EUA
Destino: Brasil

Pergunta:

Preciso transportar minha cadelinha Bella, uma boxer, de San Francisco para São Paulo. (…) Será que poderia nos ajudar, nos informando quais as opções, restrições, informações?

Resposta:

Todos os animais que chegam ao Brasil precisam cumprir estas simples regras:

  • A vacinação deve estar em dia, principalmente a anti-rábica. A última vacina contra a raiva deve ter sido aplicada pelo menos 30 dias antes da viagem, e não mais que um ano.
  • Caso o pet tenha saído do Brasil, é provável que já tenha um microchip de identificação implantado.  Não é obrigatório, mas é recomendado, para facilitar a identificação.
  • É necessário que seja emitido um International Health Certificate, e isso muda de acordo com o país de origem. Em alguns países, o próprio veterinário emite, em outros apenas em órgãos oficiais, é necessário informar-se junto ao seu veterinário local.
  • Há até pouco tempo era necessário legalizar este certificado no consulado brasileiro. Desde o dia 21 de agosto de 2009, este passo não é mais necessário (de acordo com este decreto). Somente é necessário consularizar o Health Certificate caso o país exportador exija processo semelhante ao Brasil (é o caso de Qatar, Kuwait, Nigéria, Tanzânia, Egito, Quênia, Síria, Turquia e mais alguns outros).
  • A diferença entre a data de emissão do International Health Certificatee a data do desembarque no Brasil não deve ser maior do que 10 dias
  • Não há necessidade de permissão de importação para cães ou gatos, mas para outras espécies geralmente sim. Caso tenha dúvidas, por favor nos pergunte

Caso necessite de alguma empresa para lhe ajudar na preparação da viagem, sugerimos visitar o site da IPATA, onde há uma lista de empresas por país de atuação, já que nós atuamos apenas no Brasil.

Para animais provenientes da Europa e que pretendem retornar, recomendamos realizar o teste de titulação dos anticorpos da raiva em um laboratório reconhecido pela Europa (veja a lista aqui) antes de vir ao Brasil. Isso facilita muito no momento da volta à Europa.

De modo geral, gatos são vistos como animais independentes e/ou autosuficientes, e isso tem lá seu sentido. Mas aos que estão pensando em adotar um deles como novo companheiro, há de se ter atenção para alguns detalhes que podem passar despercebidos. O Animal Medical Center listou 5 dicas que podem ser consideradas por donos de felinos:

1. Dê a ele uma rotina: Pesquisas mostram que mudanças na alimentação ou na rotina do cuidador podem resultar em comportamentos problemáticos, como falta de apetite, vômitos ou não usar a caixa de areia. Os gatos não gostam de surpresas.

2. Proporcione um ambiente bacana: Gatos precisam de lugares em que possam escalar, e que deem a eles boa visão do cômodo. Considere a existência de uma janela com vista para o exterior. Alguns especialistas recomendam até que deixe um rádio sintonizado com música relaxante quando você não estiver em casa.

3. Incentive-o a caçar: Não, não se trata de caça ao ar livre, mas dentro de sua própria casa. Como? Com brinquedos que precisem ser ativados para a liberação de alimentos, por exemplo. Ou com brinquedos que o façam pensar, em geral. Manter o cérebro de seu gato ativo por conta de uma “caça” fará muito bem.

4. Cuidados de saúde: Eles podem parecer independentes em sua personalidade, mas dependem de você (ou melhor, de seu veterinário) para uma série de cuidados de saúde. Visite o profissional de sua preferência uma vez ao ano, ou duas vezes se seu animal tiver mais de 10 anos de vida.

5. Limpeza dos dentes: Sim. A American Veterinary Dental College e a AMC Dental Service recomendam escovação diária dos dentes e limpezas anuais sob anestesia. Mesmo que não siga isso à risca, procure fazer o possível.

Há muito tempo, é bastante comum uma ideia sobre como a idade de cães e gatos se compara à nossa: acredita-se que, multiplicando a idade desses animais por sete, chega-se a um denominador próximo ao que seriam suas idades, se fossem humanos. Não se sabe bem de onde surgiu esse mito, mas acredita-se que ele pode ter vindo de um momento em que cães viviam dez anos em média, enquanto humanos viviam setenta. Mas será que isso ainda se aplica?

O nova iorquino Dr. Arnold Plotnick fez, recentemente, alguns esclarecimentos sobre o fato em seu blog, focalizando a idade dos felinos. Segundo ele, o primeiro ponto a se considerar é que gatos vivem mais que cães. Além disso, gatos amadurecem mais rápido quando jovens, mas isso atrasa à medida que envelhecem. Aos 6 meses de idade, por exemplo, uma gata já pode reproduzir. Utilizando a noção clássica sobre sua idade, ela seria como um humano de 3 anos e meio. Ou ainda: com um ano de idade, os ossos do gato param de crescer, o que só ocorre em pessoas com aproximadamente 24 anos.

Baseado nisso e em subsídios dados pela American Association of Feline Practitioners e pela American Animal Hospital Association, Plotnick propõe um novo parâmetro para a idade dos gatos, que subdivide seus ciclos vitais em mais etapas:

Filhote (Kitten): 0 – 6 meses
Júnior: 7 meses – 2 anos
Desenvolvido (Prime): 3 – 6 anos
Maduro: 7 – 10 anos
Sênior: 11 – 14 anos
Idoso (Geriatric): 15 anos ou mais

É uma classificação que contempla as pequenas diferenças entre esses animais em seus primeiros estágios de vida, e considera que eles estão vivendo cada vez mais, alcançando idades que não eram pensadas anteriormente. Além disso Plotnick propôs uma nova tabela de comparação entre as idades de gatos e humanos, uma atualização que leva em conta a longevidade e as nuances do processo de maturação dos bichanos:

Certamente, esta tabela é passível de alterações em algum tempo. Entretanto, para o momento, ela parece mais adequada que o “mito” da multiplicação por sete.