Uma característica que facilmente identificamos em gatos é seu apreço pela liberdade, por “escapar” de casa para dar uma volta na região. Há quem recomende bastante cuidado com esse fato, ressaltando a importância de vigiarmos os bichanos para que não ocorram acidentes ou qualquer tipo de novidade inesperada. Mas uma coisa é certa: os gatos não costumam ter dificuldade para voltar a nossas casas depois de dar uma volta. Há dois fatores básicos em torno dessa capacidade.

Território

Gatos são fissurados em conhecer e “controlar” seu território. Eles tendem a dividi-lo em partes, e nossas casas são apenas um dos trechos da área total. Em passeios à noite ou pela madrugada, eles podem afastar-se mais do que podemos imaginar. É durante esses passeios que eles podem se encontrar com outros bichanos, e até encontrar fêmeas no cio – é quando podem levar tempo para retornar.

Memória visual e olfativa

Apesar de enxergarem com um espectro de cores diferenciado, os gatos combinam esta função com um excelente olfato, que perde apenas para o canino, para formar um ótimo senso de localização espacial. Eles localizam-se muito bem pela junção de imagens e, principalmente, pelos odores dos lugares e de outros animais. A combinação de cheiros pode deixar marcas precisas na memória dos felinos.

É por esse tipo de característica que gatos de “vida livre” são capazes de aparecer com frequência na casa de múltiplos donos, sem nunca se perderem. Mas, como já citado, esse é um ponto a que devemos prestar atenção em pets que vivam conosco. Tudo pela segurança do bichinho :-]

[Via Dr. Pet e Claudia Terzian]

Existe uma boa quantidade de alimentos para humanos que, definitivamente, não são interessantes para cães. Passas, uva e cebola, por exemplo, não são recomendados. Com o passar da Páscoa, outro alimento dessa lista deve ser bem frisado: o chocolate.

Muitos costumam dizer que não devemos dar chocolates a cães para que eles não se tornem diabéticos, mas a questão vai muito além disso. O chocolate que comemos pode causar intoxicações severas em nossos pets, por possuírem componentes químicos com os quais eles não conseguem lidar bem – a teobromina, diretamente proporcional à quantidade de cacau, é um deles.

Apesar disso, curiosos que são, os cães podem se sentir atraídos pelo cheiro do chocolate, e aqueles bonitos ovos e barras que sobraram da Páscoa podem ser um perigo. Existem alimentos desse tipo feitos especificamente para cães, esses podem ser utilizados para matar a vontade dos nossos amigos. Nunca os nossos chocolates.

O título desta postagem deve soar um tanto quanto estranho para a maioria dos leitores. Em que coleiras se relacionam com exames preventivos? Bem, a ligação não é tão direta, mas pode fazer a diferença em seu bolso e em sua tranquilidade.

O veterinário americano Eric Barchas comumente recebe, em seu blog, contatos de donos de pets preocupados com as altas quantias que podem gastar numa visita emergencial ao veterinário. Às vezes uma necessidade de última hora pode custar uma boa pilha de dinheiro, pegando de surpresa o dono (e sua conta bancária). As perguntas que fazem são como: “Que tipo de coisa posso fazer para evitar grandes gastos?”, ou “Quais são os erros cometidos com maior frequência pelos donos de pets?”.

A primeira resposta pra isso é tão simples, que soa até como “bobagem” de início: use a coleira. Segundo Barchas, a grande maioria dos cães acidentados e/ou precisando de tratamento urgente que lhes chegam são resultado de situações que poderiam ser evitadas com o uso da coleira. Sim, são legais os momentos de exploração livre, mas os donos devem pensar bem em que situação isso pode ser feito. Brigas entre pets, quedas em corredeiras ou até atropelamentos, tudo isso acaba acontecendo quando menos se espera. O comportamento de nossos amigos pode ser inesperado para nós em alguns momentos, e devemos estar preparados para isso.

A segunda dica é um pouco diferente da primeira, mas não menos importante: prevenir é melhor do que remediar. E de que estamos falando com esse jargão? Produtos para controle de pulgas ou carrapatos, por exemplo. É melhor utilizar uma marca reconhecida, de qualidade, do que ter que arcar com tratamentos de reações tóxicas devido à má qualidade de opções muito baratas. E os exames semestrais de rotina? Certamente são muito mais suaves para o bolso do que atendimentos de emergência, feitos tarde da noite tarde da noite.

Esses dois apontamentos feitos por Barchas são simples, mas muitas vezes passam despercebidos por todos nós em vários momentos de nosso cotidiano. Procurar segui-los é investir em tranquilidade, na saúde de nossos pets e, é claro, na de nossos bolsos.

É muito comum atribuirmos características de humanos a nossos pets, não acha? Os donos dos cães do vídeo abaixo levaram esse conceito a um novo patamar: numa brincadeira curiosa, simularam a espera dos pets por comida num restaurante cheio, com direito a diversos trejeitos e reações típicas de nós humanos.

De antemão, os donos avisam: eles praticaram com os talheres antecipadamente, e os cães se mostraram à vontade com a situação. Todos os comportamentos demonstrados, por sua vez, foram espontâneos, numa filmagem sem cortes, que se baseou apenas na vontade dos animais.

Em primeira análise, experiências místicas ou espirituais parecem algo bastante próprio da raça humana. Mas não é exatamente isso que dizem os cientistas. Segundo Kevin Nelson, professor de neurologia da Universidade de Kentucky, cães também passam por esse tipo de sensação. A diferença é que eles não dão a elas o mesmo “peso”, tampouco exprimem em palavras.

Marc Bekoff, professor aposentado de ecologia e biologia evolucionária da Universidade de Colorado, vai pelo mesmo caminho. Num artigo, ele afirma que os cães podem passar por experiências não materiais e/ou introspectivas comparáveis às que nós humanos temos. Um dos facilitadores para isso é o fato de que esses animais têm sentidos mais aguçados para sons, cheiros e afins; isso os aproxima de alguns tipos de sensações.

Jean Houston, co-diretora da Fundação para Estudo da Mente (EUA) acrescenta: “cães e outros animais estão mais próximos da natureza e, por isso, parecem posicionar-se na linha do fluxo natural das coisas”. Ela acredita que os bichos podem ser ótimos guias espirituais, por conta de sua natureza e modo simples de funcionar.

Estas são, sem dúvidas, constatações bastante peculiares. Mas pensando bem, todos nós já devemos ter visto nossos pets numa situação em que pareciam estar meditando. Ou não? Talvez, sem que percebamos, eles estejam até um degrau à frente de muitos de nós na escala espiritual.

[Via dogster]

Já se pegou tentando tirar algo da boca de seu cão, sem sucesso? Um comando que o faça largar objetos é útil não só para brincadeiras, também pode salvar a vida dele nos casos em que carregue algo nocivo. Ocorre que cães exploram o mundo através do olfato e da boca, pegando objetos de todo tipo no processo. Ensiná-los a largar o que tiverem na boca através de um comando sonoro (“Largue!”) é bastante importante.

Ensinando seu cão a largar

O que é necessário:

  • Dois ou mais brinquedos favoritos do pet, daqueles que ele comumente carrega na boca;
  • O petisco mais atraente em que conseguir pensar;
  • A coleira.

Onde fazer:

  • Comece em um lugar calmo, onde não vá haver interferências externas sobre a atenção do animal. Quando obtiver sucesso, parta para locações comuns, como parques ou qualquer outro lugar a que costumem ir.

Como fazer:

  • Coloque a coleira no cão e ofereça um de seus brinquedos preferidos para que ele morda. A coleira vai servir para que ele não vá embora, mantendo-se focado na atividade;
  • Faça uma troca. Coloque o petisco em frente ao animal e diga “Largue” (ou o comando que preferir). Assim que ele largar o brinquedo, dê-lhe o petisco e cumprimente-o. Se ele não se interessar pela troca, tente um petisco mais atrativo ou, quem sabe, um aluno mais faminto;
  • Dê a ele o brinquedo novamente e repita o procedimento, até que ele esteja respondendo ao comando de forma consistente. Continue com o procedimento em diferentes sessões de treinamento, por dias consecutivos.
  • Para dificultar, tente fazer o procedimento com um brinquedo ou objeto de que ele realmente goste (aqueles que ele custa a largar).
  • Agora tente o comando em outros ligares e situações, para testar se ele responde ao comando sob qualquer condição.

Quando seu pet estiver respondendo bem ao comando em diferentes ambientes e situações, você poderá deixar de lado os petiscos. Mas continuar cumprimentando-o pelo feito nunca será demais :-]

[Via woofreport]

Existem diferentes artigos web afora apontando para estudos sobre a percepção do tempo em primatas, cães e até pássaros. De modo geral, eles indicam que esses bichos estão “presos no tempo”, por não terem a capacidade de relembrar o passado ou antecipar o futuro. Sendo assim, como nossos cães têm a noção exata de eventos como a hora de comer ou um passeio no parque? Explica-se que isso tem a ver com uma espécie de “relógio biológico interno”, formado por hormônios, atividade neural, entre outros.

A partir dessa concepção, somos levados à crença de que os cães apenas vivem o momento e, através de marcas biológicas, condicionam-se a perceber outros eventos. Entretanto, uma pesquisa de Therese Rehn e Linda Keeling publicada na edição de janeiro da Animal Behaviour Science nos dá novos subsídios para pensar essa questão.

Eles estudaram 12 cães de donos diferentes, que nunca haviam participado desse tipo de análise. Os animais foram gravados em suas casas por períodos de 30 minutos, 2 horas e 4 horas a partir de quando seus donos deixavam o recinto. Desse modo, estariam sendo analisados em intervalos de tempo diferentes mas sob o mesmo foco, ou seja, seus comportamentos. Os resultados demarcaram uma diferença nos períodos de duas ou quatro horas: quando deixados por esses intervalos maiores, os cães cumprimentavam os donos de forma mais intensa, mexendo o corpo e a rabo mais rapidamente. Também apresentaram uma maior frequência de batimentos cardíacos nos primeiros minutos de encontro em comparação a quando eram deixados por 30 minutos.

O estudo não é capaz de afirmar se os cães tinham consciência do tempo em que ficaram sozinhos, mas mostra que, ao menos, eles são afetados pelos maiores intervalos. Em outras palavras, podemos brincar e dizer que, depois de um certo tempo, eles ficam doidos para ver você!

Quem não gosta de ver um bicho de estimação com pelos bonitos, olhos brilhantes e boa musculatura? Além da beleza em si, a boa aparência dos pets geralmente está ligada à saúde em dia, que é o mais importante. Especialistas costumam indicar alguns pontos que podem ajudar o seu pet a ficar exuberante. Alguns deles seguem abaixo.

Gordura e proteína

Pode parecer estranho para alguns, mas a doce e o tipo certo de gordura podem fazer a diferença numa dieta animal, resultando em pelagem e olhos brilhantes. Já as proteínas ajudam a manter o crescimento dos pelos. Alimentos com ácidos graxos (óleo de fígado de bacalhau) e ácidos graxos ômega (óleo de peixe) cumprem esse papel e, quando em forma líquida, podem ser facilmente adicionados à comida.

Comida humana

Não é má ideia reservar um dia para dar alimentos que nós comemos aos pets. Como citado, gordura e proteínas fazem parte disso. Além disso, segundo especialistas, salmão, sardinha e anchova podem compor o time.

Uma pitada de vegetais

Segundo Stacy Alldredge, diretora da escola de treinamento “Who’s Walking Who” (Nova York), vegetais de cores vivas como beterraba, couve e amoras podem ser misturados com a comida. “Verdes são essenciais para gatos”, diz ela.

Espinafre e brócolis são ricos nas vitaminas A e C, necessários para produzir sebo, o natural condicionador de cabelos do corpo. Já cenouras são ricas em vitamina A, responsável pelo brilho de um animal saudável.

Movimento, já!

Pelo menos 20 minutos de exercício diário são o ideal. Além de caminhadas em parques e áreas abertas, isso pode ser feito dentro de casa ou no quintal, com brincadeiras diversas que agradem o pet. Exercícios estimulam a liberação de endorfinas, que trazem a sensação de bem-estar e impulsionam a boa saúde.

Amor e estimulação

Este parece ser um lugar comum, e é. Mas não deve ser deixado em segundo plano. A devida dose de atenção e carinho fazem bem à saúde do animal, assim como faz para nós humanos. Também é importante, sempre que possível, estimular seus sentidos através de novas atividades ou objetos, fazendo com que eles mantenham o instinto de curiosidade e exploração.

[Via PetSide]

Se você já ouviu comentários dizendo ser um absurdo a compra de cães por grandes quantias, conheça Hong Dong (algo como “Grande Explosão”, em tradução livre), o cão da foto acima. Este ano, ele ficou famoso mundialmente por ter sido vendido por mais de 1 milhão de dólares num evento em Xangai, na China, tornando-se o cão mais caro do mundo.

Hong Dong é um Mastiff Tibetano, raça de cães de guarda que tem sido coqueluche entre a elite chinesa por ser vista como “pura”, dificilmente encontrada fora daquele país. Vistos como item de luxo, eles desafiam o senso comum ocidental, que comumente poderia atribuir-lhes características como baixa expectativa de vida e temperamento complicado. O fato é que esses cães têm constituido a tendência no mercado chinês, atingindo altos valores e sendo adquiridos por celebridades e poderosos.

Antes de Hong Dong, um outro Mastiff Tibetano já ocupava o posto de cão mais caro do mundo. Em 2009, Yangtze River Number Two havia sido vendido por mais de 600 mil dólares e, na ocasião, retornou a seu novo lar num comboio de 30 limusines pretas.

Parece unânime a opinião de que o contato com bichos de estimação renova os ânimos de todos nós. Pela constante agitação e alegria que trazem consigo, pets também são responsáveis pela manutenção de uma boa saúde mental de nós humanos. Os canadenses da Pacific Animal Therapy Society (PATS) compactuam com isso, e fazem uso desse pressuposto para melhorar o dia-a-dia de idosos em mais de 150 instituições em seu país.

Atualmente, a PATS conta com mais de 380 voluntários, que regularmente visitam diversos locais junto a uma turminha de pets, levando alegria e bem-estar. Eles acreditam que os bichos são importantíssimos também para a mudança da rotina institucional das pessoas, ajudando-as a entrar em contato com a vida das cidades.