There’s an app for that“. Esse jargão foi introduzido pela Apple para ilustrar a vasta lista de aplicativos disponíveis para seus dispositivos móveis (iPhone, iPod touch, iPad). Há tempos, essa diversidade chegou também para quem quer mais opções de cuidado e diversão com seus pets. A lista de aplicativos da área é enorme, confira alguns deles:

  • MyPetED ($1.99): forme um perfil completo de seu bichinho, com informações sobre peso, vacinação, remédios e um cadastro completo do veterinário de confiança. Também há mecanismos fáceis de divulgação em caso de perda, com fotos e descrição rápida da situação.
  • Rate My Puppy (Grátis): fácil de usar, permite que você suba fotos do seu amigo para que outros vejam, além de dar notas a fotos de outras pessoas, entrar em concursos e afins.
  • All Pets Radio (Grátis): o aplicativo oficial de uma rádio estrangeira dedicada ao tema. Informações sobre saúde, sobre como cuidar de seu pet, entre outros.
  • Shake & Bark (Grátis): tire uma foto do seu cão e grave quando ele latir. Pronto, agora é só mostrar aos amigos e chacoalhar seu gadget para que saia o latido!
  • Pet Phone ($4.99): mais uma opção para cadastrar imagens e dados importantes sobre o seu companheiro.
  • LOLcatMaker (Grátis): tire fotos engraçadas de seu gato, coloque legendas e divulgue na Web!

 

Android

Aos poucos, os dispositivos com o sistema operacional do Google também vão recebendo aplicativos dedicados aos pets. Um exemplo deles é o Pet Health Care Info (Grátis), que fornece informações valiosas sobre como cuidar de seu bichinho. Possui alguma sugestão? Indique-nos!

Além de toda a animação que trazem a nossas casas, os cães também são motivo de diversão por alguns trejeitos e ações peculiares.  Quem nunca achou graça de um deles perseguindo seu próprio rabo, ou deitando de um jeito engraçado? Uma dessas ações que muitos cães repetem de forma parecida é a de andar em círculos antes de deitarem. Já se perguntou porque isso acontece?

Ocorre que, quando era predominantemente selvagem, a espécie apresentava hábitos específicos por conta da necessidade de segurança e sobrevivência. Hoje em dia, os pets costumam dormir em lugares confortáveis que nossas casas proporcionam, mas a natureza oferecia condições bem mais complicadas: grama alta, neve ou terra batida criavam a necessidade de preparar o terreno antes de utilizá-lo, o que acontecia junto a uma checagem do local para certificarem-se de que era seguro. Este é um dos motivos relacionados ao andar em círculos.

Mais importante que isso, os cães precisavam escolher bem o lugar apropriado para seu sono, mantendo-se longe de potencial perigo. Como andavam em bandos que favoreciam a caça e a aproteção, comumente dormiam em espaços pequenos, que juntavam toda a matilha. Sendo assim, circulavam um ponto seguidas vezes para demarcar território, sinalizando aos outros cães que aquele espaço já havia sido escolhido.

Passadas tantas gerações, é interessante notar como o hábito selvagem permanece em nossos pets ainda nos dias de hoje, provavelmente perpetuados através de marcas genéticas. Por isso, a nós, cabe apenas respeitar os “antigos” hábitos de nossos companheiros.

Mudanças costumam ser um processo de alegria e descobertas, mas também de ansiedade e stress. E isso não é diferente com os bichinhos que fazem parte de nossas famílias! Por isso, nunca é demais tomar algumas medidas visando ao bem-estar deles, facilitando sua chegada e adaptação ao novo lar. Que tal considerar alguns dos itens abaixo?

Antes de mudar

  • Confira se há regras específicas para a posse de pets na nova localidade. Em alguns lugares, você pode encontrar proibições de raças ou tamanhos.
  • Leve-o a um checkup no veterinário para assegurar-se de que ele estará em boas condições. Isso vale principalmente para aqueles com alguma idade, ou para os que enfrentam problemas de saúde conhecidos.
  • Ao empacotar seus pertences, não esqueça de manter disponíveis itens comumente usados pelo pet, como comida ou brinquedos.
  • Identifique o bichinho com nome e alguma referência sua, para o caso de algum imprevisto.

Estabelecendo-se no novo lugar

  • Durante a confusão da mudança, tente manter o pet em lugar calmo, longe de barulhos extremos ou poeira.
  • Utilizar brinquedos ou objetos favoritos pode ser de grande valia durante o processo.
  • Procure manter a rotina de alimentação e exercícios, isso o deixará mais confortável com a situação.

Mudança efetuada!

  • Procure explorar a nova vizinhança de forma gradativa, isso auxiliará a familiarização do seu pet.
  • Acompanhe suas atividades nos primeiros dias para ter ideia de como ele se desenvolve. Algum retraimento pode ser normal, especialmente em gatos.
  • Tente configurar o ambiente o mais próximo possível do que era na residência anterior. Se ele ficava na sala de estar, procure manter isso. Itens da mobília ou decoração, além de brinquedos, certamente irão ajudar.

De modo geral, devemos pensar que nossos bichinhos sofrem um impacto similar ao que acontece conosco no processo de mudança. Planejamento e paciência são fundamentais nos primeiros momentos, até que toda a família se sinta confortável no novo lar. Você tem alguma dica ou ideia? Compartilhe!

A esta altura, todos já sabem as dimensões da catástrofe japonesa. O que a imprensa em geral não dá muita atenção é que além das vidas humanas que precisam de ajuda, temos também outras espécies que sofrem com estas catástrofes.

Em áreas urbanas como o Japão, os animais de estimação, em sua maioria cães e gatos, são grandes prejudicados em terremotos e tsunamis.

Veja abaixo algumas ONGs para as quais você pode ajudar com doações, salvando os cãezinnhos e gatinhos que estão passando por este momento difícil.

Japan Earthquake Animal Rescue and Support – Eles são uma coalisão entre algumas ONGs que já fazem um trabalho reconhecido: HEART-Tokushima, Animal Garden Niigata, e Japan Cat Network. Eles já salvaram vários animais, incluindo o cão machucado que não deixou seu amigo sozinho.

World Vets – Esta é uma rede de veterinários voluntários que deixam seus países para atender locais mais necessitados. Eles já enviaram um time para o Japão.

Search dog foundation – Uma ONG norte-americana que transforma cães resgatados em cães resgatadores. Eles treinam gratuitamente os cães para o departamento de bombeiros. Esta ONG também já enviou seis equipes para o Japão.

A DOC-DOG está fazendo a sua parte, doando 10% do lucro de fevereiro para o World Vets, ajude você também da sua forma. Nem que seja divulgando a mensagem.

Há algumas semanas, Nair Flores embarcava seu simpático cãozinho Pinpoo, um S.R.D. resultado da mistura entre pinscher e poodle (daí o seu nome) pela Gol no Aeroporto Internacional Salgado Filho (POA) em Porto Alegre, com destino a Vitória, ES. A história ficou muito conhecida na mídia, pois Pinpoo não chegou ao destino, e desapareceu. Pinpoo entrou no trending topics mundial do twitter, e apareceu em jornais e programas de televisão do país inteiro.

Felizmente, 14 dias após o desaparecimento, Pinpoo foi encontrado por militares que trabalham no aeroporto.

É sempre com dor no coração que recebemos notícias de animais de estimação que têm qualquer tipo de problema durante a viagem. A história do Pinpoo nos deixou aflitos e, é claro, ficamos muito felizes quando ele foi resgatado. Mas será que é possível identificar por que realmente esta quase-tragédia aconteceu? De quem é a culpa do ocorrido? E como podemos evitar que isso aconteça com outros cães?

A resposta para esta pergunta passa por uma questão central: a caixa de transporte.

Viajar com seu pet pode ser caro. Além de toda a preparação, há a taxa de transporte da companhia aérea, e especialmente a caixa de transporte. Na hora de comprar, temos uma variedade enorme de tamanho e de qualidade. Preços que variam entre R$80 a R$1300. Será que vale a pena gastar um pouco mais na caixa?

Pinpoo em sua caixa após ser lacrada em foto tirada pela GollogAcima vemos a caixa do Pinpoo. Nota-se que o tamanho não é apropriado para ele. Ele deveria ter espaço para ficar nas quatro patas com a cabeça erguida sem encostar a cabeça no teto. Além de poder deitar confortavelmente e dar uma volta em torno de si mesmo.

Passagens aéreas para pets são caras, neste caso cobra-se pelo volume. Ou seja, quanto maior a caixa, mais cara a viagem. Soma-se a isso o fato de que é difícil encontrar caixas de transporte grandes apropriadas fora de São Paulo. Nair viajou com a companhia aérea Azul mas de última hora foi informada de que não poderia levá-lo e fez a reserva pela Gollog (empresa de transporte de cargas da Gol). Talvez não tenham tido tempo de pesquisar melhor e comprar uma caixa melhor.

O tamanho não é o único problema desta caixa. O plástico dela não é duro, é um plástico que dobra. Dobra o suficiente para criar uma abertura e abrir as portas.

Outro ponto importante é acostumar-se com a caixa. O cão que tem tempo para acostumar-se com a caixa de transporte, não vai tentar fugir dela, pois se sente protegido DENTRO dela.

A trava da caixa não parece ter sido o problema neste caso, pois a porta está lacrada. Mas dependendo da companhia aérea às vezes ela nem é lacrada, e é necessário garantir que a trava seja firme e resistente.

Então de quem é a culpa?

A culpa, na verdade, é da desinformação. Tanto da companhia aérea quanto da proprietária do Pinpoo. Estou certo de que ambos queriam o melhor para ele, e o fizeram dentro de suas condições. A companhia aérea poderia muito bem não tê-lo aceito nestas condições, e seria o sensato a se fazer. Com certeza  proprietária do Pinpoo acharia um absurdo não o terem aceito ou terem alegado que a caixa de transporte não estava em condições. Certamente a Gol terá que rever seus procedimentos para embarque de animais (que, aliás, foram recentemente revistos), e os dias de caixas como a do Pinpoo serem aceitam estão no final.

Nos Estados Unidos, sempre que acontece algo com algum pet viajando de avião, é necessário que seja feito um relatório, e isso é consolidado em um relatório anual. Estatisticamente, caixas de transporte inapropriadas são a causa da maioria esmagadora das tragédias. Prestemos um pouco mais de atenção a isso para melhorar a segurança de nossos pets.

Luis Fernando Oliveira é especialista em viagem de pets e fundador da DOC-DOG.